Shablemga é um blog. Com notícias, diversão, opinião e muito mais. Sempre um comentário pertinente. Sempre um olhar cínico em cima do lance. Sempre as melhores cenas da web. Ou não.
Enquanto procuravam os adversários do Brasil que fugiam da imprensa, a equipe do SporTv encontrou, na porta do treino noturno, o policial militar é reconhecido como o ex-vocalista do grupo Companhia do Pagode, Jesus Filho.
Assim que a morte de Michael Jackson foi confirmada, vários amigos meus pipocaram através de mensagens no meu celular e pelo MSN perguntando quando eu escreveria a respeito. Não tinha uma resposta pronta para aquela pergunta. Não tinha uma reação pronta para aquela situação e o que me ocorreu foi o choque.
À tarde, no trabalho, li a noticia e corri pro TMZ, que já decretava a morte. Não quis acreditar e repeti para todos que devia ser apenas boato de site sensacionalista. Chegando em casa, a CNN não me deixou respirar e jogou na minha cara a noticia. Assim, a seco. Dura. Direta. O maior astro pop da história não estava mais entre nós.
Não chorei, mas sentia que tinha perdido algo. Algo próximo, intimo, pessoal.
Michael teve uma vida singular, uma carreira singular, e uma morte singular. Tudo dele tinha que ser assim, um espetáculo. Afinal, quem diria que, após anunciar o retorno aos palcos com uma nova turnê, ele morreria aos cinqüenta anos sob circunstâncias misteriosas? Se foi ele que revolucionou e criou o videoclipe como conhecemos hoje, se foi ele que inventou um novo jeito de dançar, se foi ele que criou os mais espetaculares shows da terra e, se foi ele que protagonizou músicas inesquecíveis ao mesmo tempo em que tinha a vida pessoa invadida permanentemente pela mídia, porque alguma coisa de sua vida teria que passar despercebida? Até a morte, para Michael Jackson, foi um espetáculo.
No aniversário dele, no ano passado, eu escrevi um artigo homenageando o cara que, para mim, formou as bases musicais e artísticas que tenho na cabeça e, sem muito o que falar hoje além de dizer que ele fará muita, muita falta por aqui, repito o que tinha dito antes:
O que importa, pra mim, é que sempre que eu vejo o clipe de 14 minutos de Thriller, meu pescoço parece começar a se mover sozinho ao mesmo tempo em que meu desejo é ficar parado numa poltrona só observando um gênio em ação. Quer saber? Não me importa o que ele faz na cara dele, desde que ele continue cantando as músicas mais fodas da história do pop e dançando como se não tivesse ossos.
Até este momento, apenas no Youtube, mais de 200 milhões de pessoas no Youtube viram o vídeo que mostra uma desempregada de 47 anos, que nunca se casou e sequer foi beijada, que canta no coral da Igreja e mora sozinha com seu gato Pebbles, de 10 anos de idade. O nome desta senhora é Susan Boyle e ela participou do programa de TV “Britain’s Got Talent”, a filial inglesa do “American Idol”, que aqui no Brasil se chama “Ídolos”.
Para quem não conhece, basta dizer que o jurado mais pentelho, chato e rico do mundo, Simon Cowell, faz parte da bancada.
Susan entrou como quem não quer nada, com um vestido que parecia saído de um brechó daqueles de fundo de quintal e uma humildade surpreendente para alguem que canta num programa feito para achar futuros pop e superstars.
Contra tudo e todos, ela fez a platéia que tinha jogado caras feias e risadas pretensiosas babar cantando a música tema do musical “Os Miseráveis”, “I Dreamed a Dream”. Emoção é pouco para tentar explicar o que esta senhora causou nos telespectadores e nos jurados ao atingir aquele limiar de perfeição em que você não precisa entender a diferença de um bemol para um sustenido para perceber que está diante de um fenômeno. De uma daquelas cantoras que, quando cantam, tentam a todo custo romper o tecido do seu coração e fazem todo seu corpo se estremecer a cada nota alcançada, a cada grito de emoção que elas imputam na música, a cada ronronar malicioso que as suas vozes brincalhonas conseguem soltar.
No dia 11 de abril de 2009, a senhora Susan Boyle mostrou que nem sempre a primeira impressão é a que fica e calou a boca de todos, inclusive a minha, quando comecei a ver o vídeo. Mostrou, além disso, que se você tem talento não precisa se achar por causa disso, como vemos no final do vídeo, em que ela recebe três SIM e, encanta, ao fazer a dancinha da vitória.
Um exemplo, um alento em tempos em que a mediocridade é exaltada, uma emoção. Susan Boyle, senhoras e senhoras.
Para ver a versão legendada no Youtube, clique aqui.
[Update - 31/05/2009]
Ontem aconteceu a final do Britain’s Got Talent, e Susan Boyle se apresentou mais uma vez cantando “I Dreamed a Dream”, e dando mais um show. No final, ela acabou perdendo para o também espetacular grupo Diversity, mas com certeza deixou sua marca no mundo todo. Já que o vídeo da apresentação original foi bloqueado pela empresa de TV responsável pelo programa, aproveite para assistir à final do programa abaixo, em high definitition.
Uma versão de uma música americana, uma cantora piauiense de brega/forró, uma dança clonada de outra artista americana, uma câmera na mão e o nome de um carro no meio para causar frisson na internet. Começou com os fóruns, depois invadiu os blogs e até o Twitter foi contagiado pelo furacão Stephany. Ela é linda! Ela é absoluta! Ela anda de Crossfox!
Não tenho a menor idéia de como esse vídeo surgiu e estourou no mundo virtual, mas hoje em dia só se fala dela. A versão “Eu sou Stephany”, é da música americana “A Thousand Miles”, de Vanessa Carlton. A dança clonada é de Beyoncé em “Single Ladies”, o Crossfox é da Volkswagen e a letra da música é da própria Stephany e de Nety França.
O bafafá todo começou porque vários sites e blogs de publicidade divulgaram o vídeo como um viral produzido pela Volkswagen, que logo desmentiu o caso. Logo depois, apareceram outros vídeos da tal cantora e fãs pipocaram por todos os lados, comprovando que a música realmente existe.
O vídeo é extremamente engraçado, com momentos hilários, e a música é um verdadeiro chiclete: gruda no ouvido e não sai mais.
No meu Crossfox, eu vou sair! Vou dançar, me divertir! Eu sou Stephany!
Clique aqui para acessar o site oficial da cantora do Piauí.
Direto do rádio para a sua casa. Confira a lista das vinte músicas mais tocadas nas rádios de todo o Brail no mês de Novembro. A lista reproduz as mais tocadas, não as mais pedidas, então é bem possível que tenha alguns jabás aí no meio.
É daqui de Recife, mas precisamente da EstaçãoSat que sai o “Programa do Mução”, criado pelo radialista Rodrigo Vieira Emerenciano e que é transmitido para todo o Brasil. Mução é comédia da mais alta qualidade: nordestina, brasileira e internacional. A última deles é pegar grandes sucessos musicais que estão bombando (principalmente os grandes hits de hip-hop) e transformar em forró. Uma belezura.
“To the left, to the left…” Ficou demais né não? Ou como dizem aqui em Pernambuco, “ficou massa”! Se a mulher do Jay-Z aparecer por aqui, o rala-bucho vai ser uma beleza…
Na semana retrasada eu fiz um post falando sobre a apresentação de BritneySpears no VMA 2007 exibido pela MTV no dia anterior. Na ocasião eu critiquei Britney por exibir a barriguinha gorda e flácida ao vivo na TV americana com um modelito que deixava as banhas todas a mostra. Até fiz comentários dizendo que ela sempre foi um ideal de beleza e norteava minhas mente pré-adolescente na época de “Ops, i diditagain“. Mas, que agora, estava ridícula.
Pois eis que alguém comentou o seguinte no blog: Já começou errado ao achar que eu sou mulher. Não se engane com a cor rosa do título; Sou homem e por isso mesmo, ao contrário de você, posso avaliar o que é uma mulher bonita ou não.
Também disse no posto sobre ela que ainda restava uma esperança de ela voltar a ser a estrela POP que nós conhecemos. E vem cá, se qualquer pessoa normal pode colocar um micro-short e sair por aí cantando com a pança de fora, porquê não existem milhares de Britney? Ou vai dizer que ela canta bem? Claro que não né? Britney é beleza, é a imagem da inocência (?) que ela tinha quando surgiu em clipes com roupa de colegial americana mexendo com a libido dos pirralhos. Britney é um produto, e o que vende seus cd´s é a embalagem, não o conteúdo.
Mas esse comentário me fez ver mais uma coisa: que religião não se resume a Deus. Temos fanáticos por todos os lados hoje em dia! Fanáticos por torcidas organizadas, por clubes, por cantores, por filmes, por desenhos e a lista não acaba nunca. Pra essas pessoas, tudo se resume ao objeto de interesse e nada que vá contrário a isso pode ser aceito. E isso os torna verdadeiros panacas que não merecem nem serem citados. Me poupem.
Com isso caro Rodolfo, espero que você reveja seus conceitos e entenda que pessoas “normais” não ganham bilhões de dólares nem aparecem no horário nobre da TV. Porquê se você não entender isso, vai acabar como o “rapaz” do vídeo abaixo:
Comentários