Em “O Curioso Caso de Benjamin Button”, você verá o mais belo jeito já filmado, na minha opinião, de um atropelamento. De como as coisas podem mudar por uma fração de segundo, de como não podemos prever o nosso destino e, que a mais pura verdade é a de que devemos sempre viver um instante de cada vez, sem saber o que virá depois.
O filme é baseado num conto publicado por F. Scott Fitzgerald de 27 páginas, sobre um bebê que já nasce velho e vai, com o passar do tempo, rejuvenescendo. O bebê em questão, interpretado por Brad Pitt, é Benjamin Button, que é abandonado pelo seu pai, que o considera um monstro, num asilo para idosos aos cuidados de uma mulher solteira. O que você verá nas quase duas horas e quarenta minutos depois disto é pura poesia cinematográfica bem feita, bem pensada e bem realizada.
Brad Pitt está no seu melhor papel da carreira. Enfim, depois de “Clube da Luta”, ele recebeu uma missão que o colocasse à prova, e não decepcionou. Cate Blanchet nos faz acreditar que é realmente uma bailarina, e a sua maquiagem para ficar mais jovem na verdade esconde uma mulher que vai ficando cada vez mais linda, à medida que envelhece.
Eu poderia ficar horas aqui escrevendo sobre cenas maravilhosas como a da Guerra. Ou sobre a real inocência que o personagem traz quando fica embaixo de uma mesa brincando com uma garotinha de sete anos sem notar que ele, para as pessoas, é um adulto. Ou sobre o meio do filme, ardente e entregue na sua paixão finalmente realizada, e tantas outras cenas que me fizeram ter prazer de estar naquela sala de cinema, mas seria cair no lugar-comum de um filme que agrada a críticos e a leigos, como eu.
Vá ver!
Ainda não assisti os outros indicados ao Oscar de 2009, mas tomara que sejam tão bons quanto este, adoraria ter prazer ao assistir à cerimônia de entrega dos prêmios novamente.
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