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Shablemga é um blog. Com notícias, diversão, opinião e muito mais. Sempre um comentário pertinente. Sempre um olhar cínico em cima do lance. Sempre as melhores cenas da web. Ou não.

A W/Brasil é uma das agências de publicidade mais admiradas do Brasil. Para mim, é a mais sensacional que existe. A única que ainda não virou um celeiro de idéias internacionalizadas e que ainda é feita pro cabeças pensantes genuinamente brasileiras. Além disso e de tudo, têm como fundador e diretor o maior cara de criação que eu já tive o prazer de acompanhar.

Washington Olivetto é uma lenda viva da publicidade não só brasileira, mas mundial. O “menino de ouro”. Além de corinthiano, o que prova o bom caráter do mesmo.

Pois bem, uma das filosofias que a W/Brasil adotou foi a de não ter clientes governamentais e nem fazer campanhas políticas. Cada agência tem sua mania, umas não concorrem a prêmios, outras não anunciam e por aí vai… Mas é notório pro trás de cada uma dessas filosofias a intenção de ter um diferencial que os fará ganhar mais clientes e dinheiro. A única que têm uma filosofia realmente sincera é a W/Brasil, pois ela só perde com isso. Perde as conta milionárias dos governos municipais, estaduais e federais, além dos super-candidatos apenas por seguir uma linha de raciocínio ética.

E, como explicado pelo próprio Olivetto no blog dele, o TSE queria fazer a campanha destas eleições de 2008 com a W/Brasil, e ele só fez uma exigência: não ganhar um centavo sequer com a campanha. Ética, nobreza, responsabilidade e CRIATIVIDADE. A agência fez primeiramente dois filmes de caráter educativo, depois mais dois lançando a campanha “4 anos é muito tempo” e, por fim, agora acaba de lançar simplesmente quatro orbas primas da publicidade; que além de educar os eleitores brasileiros, nos divertem e, pessoalmente, me faz sentir orgulho de ser brasileiro e ver gente com tanto talento por aqui.

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18 comentários

  1. Diogo Henrique em 30 August, 2008 1:57 pm

    Tá ai que eu não sabia disso!
    Admirável.

    E não existe filosofia de vida ou e empresa…
    tá esquecendo de nada não?

  2. Lucho em 31 August, 2008 10:50 pm

    Nossa! Mas que atitude mais admirável da W/Brasil.

    Em relação aos filminhos, eu não gostei muito desses quatro. O que eu mais gostei foi a do sapateado. Eu ainda prefiro os filminhos do carro e do cometa.

    Mas de qualquer maneira, foi a melhor campanha publicitária lançada pelo TSE e justiça eleitoral. Campanha inteligente, criativa, incentivadora, objetiva e, até mesmo, bem humorada. E sem apelar para o sentimentalismo barato.

  3. JulioHM em 1 September, 2008 10:50 am

    Realmente, as propagandas ficaram muito boas. Geniais! Eu vinha assistindo elas na TV e fiquei impressionado com a iniciativa.

  4. Blog do Lucho em 2 September, 2008 12:18 pm

    Cantores são iguais a prostitutas….

    Navegando pela Internet, encontrei esse texto do Shablemga a respeito das campanhas lançadas pelo TSE. Sem falar sobre a campanha, o que mais me deixou contente foi que a empresa…

  5. Lucho em 2 September, 2008 1:28 pm

    “Além de corinthiano”.

    Tinha que ter alguma coisa para estragar. :grin:

    Nada é 100% perfeito. :twisted: :twisted:

  6. Thiago em 3 September, 2008 7:28 pm

    Não é para qq um nao, realmente tem q ser muito respeitado …

  7. Jairo em 26 September, 2008 6:21 pm

    A grande eficiência de uma mensagem inteligente(publicitária), está na síntese de sua construção em detrimento da objetividade alcançada pela mensagem. Infelizmente, nestas peças ruins, observamos o contrário, quase uma “piada com bula”, ou seja,um certo descaso com o veículo(curto espaço de tempo,alto valor a ser gasto -televisão)observa-se um extenso discurso construtivo, que confunde e dificulta a mensagem que deveria ser objetiva(eficaz).Mas compreendendo a vaidade de quem a costruiu, faz sentido,parece existir uma preocupação maior com a “textura”,com a “fotografia”,com o “conceito cinematográfico, mais do que a “mensagem””.Senhores, cinema é pra quem faz cinema,é coisa pra Fernando meirelles,José Padilha entre outros…E crítica também é parte fundamental da democracia!Não aceitá-las é o que não faz sentido em ambiente plural e democrático, ainda mais em ambiente de concessões públicas(canais televisivos).

  8. Jairo em 30 September, 2008 3:57 am

    Ahhhhhhhhhhhh!!!!!bom senso!!!! Retiraram as “genialidades” do ar!
    Peças que só agradavam a nós, publicitários, com olhar erudito e acadêmico(diga-se de passagem, que o público alvo das peças era a grande massa de votantes brasileiros).
    Santa Lavínia Wlasak, objetiva,direta…Que bom…
    Bom senso é bom, e finalmente há de se convir: Estas peças eram ruins!

  9. Junior Lins em 30 September, 2008 8:04 pm

    Jairo, a campanha não foi “retirada” do ar, só entrou na sua segunda fase, a de educação. Surpreende-me você, um publicitário, não saber disso.

  10. Jairo em 1 October, 2008 5:50 am

    AHHHH!!! Não se pode fazer uso de “ironia”? Mas, tentemos novamente.
    -”Que bom que a primeira fase passou! Já não aguentávamos mais. Agora a fase educativa,(segundo o amigo Junior) sim, é muito boa, mas não redime os erros dos filmes anteriores, e me pergunto: – Eram necessários? Pois só confundiram e reforçaram a imagem de que procesos políticos são “chatos”.
    E o que me preocuma mais ainda, desde os tempos de faculdade.Peças, camapnhas que são produzidas mais com intuito de agradar a nós publicitários, do que atingir seus objetivos, ainda mais quando se trata de mensagens voltadas as faixas populares.
    Viva Lavínia Wlasak!!!!(Fase educatica).

  11. Junior Lins em 1 October, 2008 8:32 pm

    Agora seu texto ficou bem melhor tá vendo, amigo Jairo? =D

    Grande abraço!

  12. Daniela Bueno em 1 October, 2008 9:30 pm

    Nada contra a querida Lavínia e seu pimpolho. Mas se a W/Brasil queria chamar a atenção, conseguiu. Incomodou alguns por aí, mas conseguiu chamar a atenção. E de uma forma criativa e menos clichê do que prostrar um símbolo midiático desfolhando um script.
    Abraços!!!

  13. Jairo em 2 October, 2008 2:20 am

    Querida Daniela.Convenhamos! “Chamar a atenção”!!!!
    Quando alguém, ao atravessar a rua,escorrega e cai! Chama a atenção também meu amor!
    Mas seria esta a intenção do transeunte?
    Tanta coisa chama a atenção, mas pergunto novamente:
    Campanha para ser boa tem que “chamar a atenção”? Não se importando com o target, discurso,e etc?
    Pra que faculdade então..Chamemos a atenção gente!!!!!!!!!!!
    E é exatamente sobre esta questão que estamos discorrendo aqui, meu anjo, caso não tenha notado!
    Em tempo:”Chamei sua atenção”? Então, segundo seu discurso, minha retórica funciona! Grato pela atenção!
    :)

  14. Junior Lins em 2 October, 2008 9:27 am

    Hahahaha! Por mais que Jairo tenha certa razão na sua linha de raciocínio sobre “chamar atenção”, ainda não consigo enxergar como você acha que esta propaganda foi “difícil”, “confusa” e “chata”.

  15. Jairo em 2 October, 2008 5:21 pm

    Caro Junior! Vou tentar me explicar.
    Não concordo com a tese de nossa amiga Daniele, de que “o que chama a atenção é bom”.Por exemplo: O clássico do “chato das casas Bahia”. Todos nós sabemos do que se trata, mas pergunto: Funcionava?
    Claro que não, pois bastava o cidadão aparecer no monitor e “tic”, dedinho mágico no controle remoto. E a mensagem da empresa?… E as ofertas…babau!!!Comparo estas peças do TSE, ao das casas Bahia.As pessoas assistiam uma vez, duas, mas depois…Tic contôle remoto.
    Argumento para a mudança de canal: Chatas, longas,confusas.
    E chamou minha atenção, tendo em vista que o produto a ser anunciado, é de “utilidade pública”, não dá pra ficar fazendo experimentalismos estéticos e linguísticos, quando se trata de eficiência, utilidade pública.Acredito eu.
    Não acredito que seja sensato,correto, se dirigir a um publico como a grande massa de brasileiros que necessitam de informação sobre a importância do processo eleitoral(e a grande maioria que precisa desta informação, é a grande maioria com baixa formação cultural), querendo reinventar a roda, como disse a amiga Daniela, “fugindo de clichês”, fzendo malabarisbos estéticos e linguisticos.Ou seja caro Junior, para nós publicitários, peças geniais, mas e daí?abraço

  16. Junior Lins em 2 October, 2008 7:59 pm

    Jairo, entendo seu ponto de vista. Mais claramente agora do que antes, porém, não concordo. Afinal, cada um cada um. Mas, cabe ainda uma pergunta: Você tem alguma pesquisa que mostre o que o público, principalmente o de classes mais baixas achou do comercial ou da sua receptividade com o público em geral? Ou alguma experiência pessoal com ele que lhe permita afirmar que as pessoas mudavam de canal quando o viam? E veja bem, não duvido de você quando diz que isso acontece, só queria saber o porquê, visto que aqui, comigo, as experiências foram diferentes e vi pessoas (sem serem publicitários) aplaudirem o comercial.

  17. Jairo em 3 October, 2008 9:39 am

    Sim caro amigo Junior, de maneira muito informal mas tenho sim, onde um número significativo de pessoas (sem formação universitária,baixo índice de escolaridade), não assistem mais de uma vez, e dizem que não entendiam muito. Já no ambiente acadêmico, a coisa muda. Mesmo não sendo publicitários(a aceitação é menor e o adjetivo “chato” é reincidente). Uma experiência muito informal, nada muito documentado, (como a sua experiência, então compreendamos como uma experiência pessoal), mas que possibilitou inclusive tecer as críticas que discutimos, que ao meu ver, em ambiente democrático é muito saudável e construtivo.

  18. Junior Lins em 3 October, 2008 11:33 am

    Mais do que saudável e construtivo… Eu diria que é essencial. E muito obrigado por dar sua contribuição.

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