•
Uma vez quis entrar pro Greenpeace. Não sabia muito bem o que eles faziam, já tinha visto uma ou outra cena deles salvando baleias e afins, mas era chique e parecia inteligente você saber algo sobre o Greenpeace. Eles são mundialmente famosos, aparecem na tevê e nos jornais, ou seja, um prato cheio pra um jovem inocente e cheio de ilusões. Infelizmente fui impedido de entrar, pois não tinha a grana necessária para pagar a associação e nem tantos pré-requisitos como eles exigiam na época. Uma pena.
Depois eu quis entrar para a WWF. Essa eu não tinha a MENOR idéia do que se tratava. Mas adorava pandas e a logomarca deles era logo um PANDA. Perfeito, não? Com um panda na logomarca, eles só podiam querer salvar os animais, quer coisa mais politicamente correta? Eu queria ir junto nessa história. Procurei em tudo que é lugar uma forma de ajudar presencialmente e não achei! Ou você dá dinheiro ou preferem que fique em casa. Pombas! Quero vestir uma galocha e uma calça e ir pra selva catalogar micos-dourados, não fazer uma transferência bancária através do computador.
Enfim, desisti de tentar salvar o planeta.
George Carlin era um comediante, ator e autor, mas acima de tudo ela era um excepcional crítico social. Ateu, crítico da culpa e da religião, ele usava a comédia para tentar passar uma mensagem muito maior, a de que não somos nós que iremos destruir a Terra. Afinal, somos apenas um de seus bilhões de habitantes e a ocupamos há tão pouco tempo dado a sua longa existência de bilhões de anos que nossos rastros por aqui não passam de pequenas pegadas.
George morreu no dia 22 de Junho de 2008, perdemos um grande comediante e um grande homem, mas não perdemos suas palavras.
•
•
2 Comentários
Luciano Santa Brígida
27 August, 2008 as 1:46 pm
1Olá amigo,
Que bom encontrar outro parceiro de causa na rede. “Salvar o mundo” é uma causa nobre, mas prefiro me referir a ela como “Preservar o Mundo e a Nós Mesmos”.
A questão ambiental, como disse o comediante, pode ser realmente puro egoísmo humano. Mas ela também está atrelada a sobrevivência da espécie, pois mais do que extinguir outras espécies, corremos o risco (exagerando um pouco) de nos extinguir.
Portanto, a preocupação de morar em um ambiente onde o ar é respirável e não poluído, onde a água é potável, onde a indústria cresça de forma ordenada NÃO é egoísmo, mas pura sobrevivência aliada a incapacidade de aceitar que nós, supostamente superiores, venhamos a definhar por culpa tão somente nossa.
Salvem o Planeta (vídeo) « Idéia Sustentável
1 September, 2008 as 10:58 am
2[...] Shablemga: George morreu no dia 22 de Junho de 2008, perdemos um grande comediante e um grande homem, mas [...]
Deixe seu comentário
Links
Arquivo