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Em Wall-E, lançado no mês passado, nós acompanhamos a história de um robô que foi desenvolvido para limpar a sujeira do Planeta Terra que ficou inabitável graças à poluição dos seres humanos que fugiram pro espaço enquanto um batalhão de robôs iguais ao nosso herói limpavam tudo. Centenas de anos se passaram e só um desses robôs continua pra contar história. E esta história, solitária e comovente, que nós acompanhamos nos minutos inicias da animação, se você pensa que isso vai ser chato, assista ao filme e surpreenda-se.
Um belo dia uma nave pousa no Planeta Terra trazendo outro robô, Eve, muito mais moderna e bonita que o frágil e sujo Wall-E, e o que vemos a seguir é a mais bela, sincera e pura demonstração de amor que poderia ser retratada no cinema. Exagero? Pode ser, mas já faz 2 semanas que vi o filme, a empolgação já passou e mesmo assim não consigo lembrar-me de outras cenas no cinema moderno que representassem tão bem o amor como este faz. Durante todos os anos em que juntou e analisou tralhas e restos da passagem humana na Terra, Wall-E desenvolveu certos “sentimentos” e certos “anseios” que fazem parte da psique humana e os encarnou, mesmo que apenas com bits e bytes.
Na seqüência, o filme toma rumos de aventura, de comédia e de ação, aproveitando para cutucar todos nós sobre como tratamos e vemos nosso planeta e nosso “way of life”. Mas, no final ele retoma a métrica do amor e, mesmo sendo previsível, nos encanta.
Wall-E é um filme sobre gostar. Gostar de nós, do nosso meio e do semelhante. É um filme que tenta mostrar que com pequenas coisas e pequenos gestos, você pode mudar tudo: seja no rumo que o planeta irá tomar ou no destino que seu coração irá trilhar.
Assista!
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