Poucos lugares me fazem ter tanta vontade de ficar voltando, voltando e voltando como o Rio de Janeiro. Acho que só Rio e Curitiba entram nessa lista. São Paulo não vale porquê é onde me sinto em casa.
Curitiba têm todo aquele charme do frio, das pessoas bem arrumadas, dos tubos e dos vinhos. Adoro ir na Vinhos Durigan ficar provando aqueles pãezinhos com alho com um bom cabernet sauvignon. E não é caro, ao contrário. Sim, mas voltando ao tópico do post, o Rio.
O Rio têm um quê a mais, e não é o Q da Globo. O Q do Rio se transforma em malemolência, em simpatia, em carinho, em praia! Rio é praia até quando não tem mar por perto. Não adianta ir pra região serrana querendo fugir do molejo carioca que você não conseguirá, ele está ali também, apesar que com um toque mineirim.
Praia pra carioca é tudo: é ponto de encontro, é referência, é o lugarzinho pra tomar um suco, é o cantinho que você se encontra. Você pode encontrar-se na burguesia da Barra, nos gringos de Copacabana, na paz de Grumari ou na alternatividade da Lapa, que não é praia, mas tá perto.
Morei 4 anos no Rio e ainda consigo pagar de turista tirando foto na frente do Copacabana Palace, e triste de mim se não fosse assim: Ser carioca (nativo ou não) é viver sempre fazendo turismo, sempre descobrindo um lugarzinho novo aqui, uma praia secreta lá, um amigo novo acolá. E como é fácil fazer amigos no Rio, só precisa respirar e eles tão chegando pra contar o que aconteceu no Leme semana passada ou gastar horas discutindo sobre o último jogo do Mengão.Parafraseando Jorge Ben, o carioca chega pra animar a festa, cheio de suavidade, simpatia e amor.
Ir pro Rio, mesmo que a trabalho, é deixar a mala no Galeão e sair levinho de canto em canto só deixando a alma respirar. Ir embora do Rio é como arrancar uma parte do meu sorriso.
Por isso e por muito mais, só posso voltar pra casa depois de nove dias no paraíso cantando: Rio Maravilha, nós gostamos de você.

Amei esse texto!!! Mais ainda porque é realmente isso que eu acho do Rio!! E é exatamente isso que eu sinto quando estou na cidade maravilhosa: Alegria, carinho, felicidade… e outras infinitas sensações! E Claro….saudades sempre!Parabéns pelo texto!