A dependência da tecnologia
Eu adoro jogar no computador. Vivo procurando novos jogos pra poder matar meu tempo ocioso em casa e não me canso facilmente deles. É fácil fácil pra mim passar 4, 5 horas montando cidades no SimCity, dando tiros em jogos de ação ou ganhando a copa do mundo em FIFA ou no Winning Eleven. Jogos me acompanham desde a infância e assim como a música serve pra me relaxar enquanto em trabalho, os jogos têm papel fundamental para alivir o stress pós-trabalho ou pra esquecer as agruras da faculdade. É, podem me chamar de geek…
Mas o que consegue me tirar dos sérios são os jogos novos, os lançamentos do mercado! Não por causa da diversão fraca ou enredo abobalhado (nem todos são assim), o grande problema é que se criou uma armadilha pra todos os geeks que os obriga a comprar placas de vÃdeo novas e a turbinar suas memórias a cada novo jogo-que-você-não-pode-deixar-de-jogar é lançado. Tenho amigos que não consegue viver nem respirar se não tiverem a última GeForce em suas máquinas com os drivers extremamente atualizados mesmo que na maioria do tempo em frente ao PC só usem o MSN e joguem paciência.
Cada jogo que é lançado hoje em dia exige que o seu computador seja 4x mais potente do que era na última versão do mesmo jogo, então não se iluda: o número 2 na caixa do jogo só quer dizer que você gastará duas vezes mais dinheiro pra se manter na vanguarda. E pra quê isso?
O que eu vejo hoje são meninos de 10 anos que matam e morrem para jogar massive multiplayer games em que têm que caçar ratos ou fazer batalhas com espadas apenas porquê seus amigos cools fazem a mesma coisa, e sobra para os pais que são obrigados a comprar computadores mais velozes pra saciar os desejos dos pré-adolescentes famintos por tecnologia. E isso se extende por toda a vida, tornando o adulto um dependente da indústria de jogos. E eu não iria dizer nada mal sobre isso se tudo fosse como na minha época em que o tempo de avanço entre o Mega-Drive 1 e o 2 era de 5 anos, pois dava tempo de aproveitá-lo. Hoje em dia os novos hardware’s são lançados com uma diferença mÃnima, de semana as vezes. Tudo parte da guerra entre fabricantes de peças e desenvolvedores de jogos.Então, fica uma dica pra quem não quer ficar sem jogar os jogos do momento as também não quer ficar refém dessa palhaçada toda: Quando for comprar sua próxima placa de vÃdeo, não ligue para os números referencias da placa (tipo GeForce 6700) ou sua caixinha bonita e sim os detalhes técnicos: freqüência da GPU, quantidade de tipelines, tipo de memória, freqüência da memória, largura de banda da memória e os extras. Pergunte ao vendedor e peça explicações detalhadas de cada modelo e marca existente no mercado para poder comprar. E o mais importante: Estabeleça um preço! Se você só tem X pra gastar, não se sinta tentado em gastar mais dinheiro só porquê o vendedor falou que tal placa possui o super recurso Y que é da próxima geração de jogos, sendo que nenhum jogo ainda utiliza o tal do recurso Y. E essa economia vai fazer uma baita diferença! Até porquê, daqui a alguns meses você terá que gastar mais pra comprar uma nova placa que roda os jogos do mês passado, pois nem eu e nem você conseguiremos nos livrar desse cárcere tão cedo.
| Leia Também: |


