Eu odeio muitas coisas, isso é um fato. Mas é fato também que não consigo me recordar de um ser tão desprezível como Hugo Chávez. Um estrupador ou sequestrador que age sozinho é mais digno do que esse bastardo. A minha afirmação pode parecer forte demais, mas esse ditadorzinho de merda (by Capitão Nascimento) estrupa, sequestra e mata o direitos e a honra de todo venezuelano, bem como todo sul-americano. Me sinto envergonhado por participar da mesma massa tectônica que esse ignóbil.

Chávez é conhecido na Venezuela pelos seus casos extra-conjugais e pelo amor ao esporte e as armas. Ingressou no exército assim que acabou o segundo grau e chegou ao posto de tenente-coronel. Em 1992 ele tentou um golpe de estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez, que havia adotado medidas econômicas que fizeram a economia despencar e a inflação subir. O golpe fracassou mas serviu pra levar o nome de Chávez as bocas dos venezuelanos insatisfeitos como alguém que podia realmente lutar com a própria vida pelo país, ou seja, exatamente o que precisavam. Nos dois anos seguintes aos ataques ele ficou preso, e é lá que ele deve ter aprendido a ser malandro, ladrão, safado e imbecil.

Em 1997 ele foi eleito por 56% do eleitorado. Logo depois, em 1999 ele começou a fazer algumas “pequenas mudanças” na constituição:

“(…)Chávez tinha um mandato inicialmente previsto de cinco anos. Ao tomar posse assinou um decreto com o objetivo de convocar uma Assembléia e substituir a constituição nacional. Em 25 de abril, 70% dos venezuelanos manifestaram-se favoráveis à instalação de uma nova constituinte. Nas eleições os apoiantes de Chávez conquistaram 120 dos 131 lugares. Uma nova constituição foi redigida. A nova constituição outorgou mais poderes ao presidente, ampliando as prerrogativas do chefe do poder executivo sobre os demais poderes, chegando ao ponto de eliminar o Senado e permitindo uma maior intervenção do Estado na economia.(…)”

Desde então Chávez vem tentando fazer uma “Revolução Socialista” na Venezuela.

Leia-se como por “revolução socialista” a escassez de alimentos, privação de direitos, armamento pesado e exército nas ruas coagindo a população e seus opositores, extinção de outros partidos contra Chávez, fechando emissoras de TV (vide caso RCTV) e outras diabruras.

Já imaginou se Lula mandar fechar a Folha de S. Paulo ou a Veja sob a acusação de serem fascistas? Ou se FHC tivesse mandado fechar o Estadão com a acusação de traidores da pátria? Já imaginou uma democracia assim? Pois é essa a democracia que Chávez implantou na Venezuela e quer espalhar pelo mundo.

Hugo Chávez é a Besta, o Lúcifer. É a encarnação do armageddon na Terra querendo ser o líder mundial pela frente enquanto enraba todos nós por trás.

Em janeiro deste ano, o Congresso concedeu a Chávez os poderes de governar por decreto. Em essência, o Legislativo repassou seus poderes ao Executivo pelo prazo prorrogável de 18 meses. Em 2004, a Human Rights Watch denunciou a manobra de Chávez que ampliou de 20 para 32 o número de vagas para ministros da Suprema Corte do país. Então, nomeando novos juízes e preenchendo cadeiras vagas, montou uma corte na qual os seus são grande maioria. O Judiciário novamente aí obedece ao Executivo.

Lula não admite, mas flerta com as idéias de Chavez: na semana passada concordou com a emenda constitucional que Chávez implantou por lá permitindo reeleições infinitas. Cuidado Brasil, primeiro nos esquecemos da CPMF por causa da Copa do Mundo, e agora iremos esquecer da democracia olhando o lula-lá.

Há pontos positivos no que Chávez está fazendo na Venezuela? Claro que há. Nos últimos três anos, o PIB do país cresceu 10% em média. Os financiamentos de casa própria cresceram 220%. É comum encontrar, no centro de Caracas, cartazes com ofertas de emprego para novatos e profissionais experientes, homens, mulheres, o que for. Conforme dados oficiais, o crescimento beneficiou especialmente aquela massa da população que vive abaixo da linha de pobreza. Eles eram 55% em 1998. Tornaram-se 39,7% em 2006. Mas têm algumas perguntas que insistem em matutar na minha cabeça: Até quando? E a que custo? Vale a pena? E quando a bolha estourar?

Semana passada, no encerramento da 17ª Cúpula Ibero-americana, Chavez acusava o ex-presidente espanhol, José María Aznar, de “fascista” e conivente com um golpe militar frustrado que tentou depô-lo da presidência venezuelana, em 2002. Foi então que o Rei Juan Carlos (que era inimigo de Aznar) tomou a palavra e fez o que eu e muitos gostariam de fazer: mandou Chavez calar a boca e ter mais respeito.

“Quero expressar ao presidente Hugo Chávez que, em uma mesa em que há governos democráticos, tem-se como princípio essencial o respeito. Pode-se estar nos extremos opostos de uma posição ideológica, e não serei eu a estar próximo das idéias de Aznar, mas o ex-presidente Aznar foi eleito pelos espanhóis e exijo esse respeito”.

O mundo ainda não virou uma selva pra termos bípedes arcaicos como Chavez fazendo do mundo seu quintal e formando artilharias para eliminr os opositores na força bruta. Ao tentar impor um regime insano aos seus compatriotas e se armar até os dentes o ditador venezuelano se iguala ao seu maior opositor, o igualmente ignóbil George W. Bush.

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