Qualquer habitante razoavelmente esclarecido da cidade de São Paulo sabe que o Bahamas Club, por trás da fachada oficial de american bar, trata-se na verdade de uma casa de prostituição de luxo. Ou, na definição irônica de Fernando Donasci, “bar que reúne belas garotas em trajes sensuais, a maioria de biquíni, bem maquiadas e dispostas a entreter o cliente por um bom dinheiro”. No entanto, devido ao fato de o dono do Bahamas, o empresário Oscar Maroni Filho, ser também o proprietário do Oscar’s Hotel, estabelecimento em construção nas proximidades do Aeroporto de Congonhas (em obras devidamente autorizadas pela Aeronáutica e pela Prefeitura de São Paulo em maio de 2000, sabe-se lá em que circunstâncias), seu nome estava em voga desde a tragédia do vôo 3054 da TAM.
Oscar Maroni Filho, o magnata da sacanagem. Pois bem: após admitir, no “Jornal da Noite” da TV Bandeirantes, que o Bahamas promove prostituição de luxo, Oscar Maroni teve a sua prisão preventiva declarada pela Justiça. Curioso: mesmo após ter estampado a capa da revista de circulação nacional Isto É Dinheiro com a chamada “O Empresário do Sexo” (edição de setembro de 2004), só agora descobriram suas atividades ilícitas? Enfim. Capitão RJ, em notícia publicada no CMI, resumiu desta maneira a história: “O avião caiu e vão prender o dono do puteiro!” Conforme relata a matéria de Fabio Brisola e Edison Veiga para a Veja em São Paulo, o encrencado e encrenqueiro empresário estava singelamente ocupado quando soube das más novas: “Eu estava transando com a minha namorada quando o telefone tocou e soube da ordem de prisão”. Oscar Maroni Filho acabou sendo preso nesta madrugada. Para Rodrigo Alvares, colaborador do blog A Nova Corja (que já lançou a campanha “Free Maroni!”), trata-se de um preso político. Athos Sampaio, do Sampaist, ao comentar anteriormente todo o alarde em torno do fanfarrão dono do Bahamas, escrevera: “Um monte de frases de efeito. Ações mais de olho em favorecer a pauta que a p*ta. Todo mundo lembra como essa pirotecnia começou? Ah, galera, um pouco mais de respeito”.
Em meio a toda esta balbúrdia, Oscar Maroni Filho se compara a Larry Flynt, criador da revista pornográfica Hustler diversas vezes processado pelo governo americano, e já anunciou suas pretensões de lançar-se candidato à Prefeitura de São Paulo. Como de habitual neste país, uma tragédia acabou descambando em zona. Alguém surpreso?
1 Comentário
ruan
28 Julho, 2008 as 8:59 am
1feio
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